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Anabela Mota Ribeiro

Gonçalo M. Tavares

27.10.20
Pensemos numa célula, na membrana, no núcleo. Pensemos num mundo onde os caminhos se fazem a pé, o perímetro é desafiado, o âmago procurado. Uma célula é uma célula é uma célula. Individuada, porosa, em relação com outras células, com outros sujeitos, com (...)

Ler e escrever (Plano Nacional de Leitura)

27.10.20
Aprendi a ler com cinco anos, numa escola pública. Até há pouco tempo, não prestei especial atenção ao facto de ter aprendido cedo e ter aprendido bem. Fiz o primeiro ano, que então se chamava primeira classe, duas vezes: a primeira com cinco anos, quando frequentei (...)

As Casas de Pablo Neruda

26.10.20
Quando se fala das casas de Pablo Neruda, fala-se de Isla Negra, La Chascona, da casa de Valparaíso. São casas-barco de onde se vê o mar, porto seguro do poeta chileno. Parecem-se umas às outras e não se parecem às outras casas. Em todas há objectos recolhidos entre (...)

Michelle sabe cantar a Grândola

26.10.20
Michelle e Evelyn conheceram-se na infância. Os seus pais, militares da Força Aérea, foram amigos próximos. A relação foi brutalmente interrompida em 1973. Alberto Bachelet foi acusado de traição à pátria e torturado por militares, Fernando Matthei aderiu ao golpe (...)

Deserto do Atacama (Chile)

26.10.20
Puras piedras viejas. Esta frase deve ler-se com vagar, como quem soletra, fazendo uma pausa entre cada uma das palavras. Com algum desdém. Deve ler-se com a intensidade de quem pronuncia “puras piedras” como se as duas palavras formassem um sopro, um hálito (...)

Maria de Sousa e Sobrinho Simões (s/ Cancro)

26.10.20
A má notícia: um em cada três portugueses nascidos na última década terá cancro. A boa notícia: mais de metade dos doentes com cancro vai sobreviver à doença. Nas próximas páginas, a cientista Maria de Sousa e o patologista Manuel Sobrinho Simões fazem (...)

Cancro da Mama - testemunhos

26.10.20
São mulheres como outras quaisquer. Mulheres como nós. A quem “aquilo” aconteceu. Porquê a elas? Porquê a mim? – perguntam-se, sem excepção. Aquilo: cancro da mama. Falam de um mundo que desaba e de uma força estranha que as impele a continuar. Falam do cabelo (...)